IBSA oferece vaga, e Brasil poderá contar com goalball feminino nos Jogos de Paris
Dani Longhini apoia a bola azul sobre a trave antes de arremesso. Ela tem o cabelo preto preso em um rabo de cavalo, a pele branca e as unhas dos dedos pintadas de preto. Veste camisa de manga curta amarela com listras e mangas verdes. Foto: Renan Cacioli/ CBDV.

IBSA oferece vaga, e Brasil poderá contar com goalball feminino nos Jogos de Paris

por Comunicação CBDV publicado 2024/02/01 13:08:00 GMT-3, Última modificação 2024-02-01T15:09:04-03:00
Bronze nos Jogos Mundiais do ano passado, meninas herdariam lugar não preenchido pelo continente africano

01/02/2024
São Paulo/SP


A IBSA (sigla em inglês para Federação Internacional de Esportes para Cegos) ofereceu a Brasil a vaga não preenchida pelo continente africano no torneio feminino de goalball dos Jogos Paralímpicos de Paris 2024. A Seleção feminina não conseguiu se classificar diretamente pelos qualificatórios que disputou, mas herdaria o lugar vago do regional da África, que não cumpriu os critérios básicos do Comitê Paralímpico Internacional no caso específico do seu torneio para as mulheres. Após o "sim" brasileiro ao convite, restará apenas a confirmação oficial da IBSA para o Brasil estar presente nas duas categorias – os homens já estavam garantidos na Paralimpíada francesa por conta do título mundial conquistado em 2022.


O torneio de goalball em Paris conta com oito equipes no feminino e oito no masculino, cuja distribuição de vagas foi formulada da mesma maneira em ambas as categorias. Classificam-se:

  • Campeão do Campeonato Mundial
  • Vice-campeão do Campeonato Mundial
  • Campeão da Europa
  • Campeão da África
  • Campeão das Américas
  • Campeão da Ásia/Pacífico
  • País-sede (França)
  • Melhor colocado do torneio qualificatório da IBSA (Jogos Mundiais) que já não esteja classificado

O último Campeonato Africano contou com apenas três participantes (Argélia, Egito e Gana) no torneio feminino. O Comitê Paralímpico Internacional considera válidos eventos com, no mínimo, quatro equipes para serem qualificatórios aos Jogos Paralímpicos. Assim, a África só terá representante entre os homens (Egito). Logo, a vaga em aberto entre as mulheres foi oferecida ao melhor time dos últimos Jogos Mundiais que já não estivesse classificado a Paris. No caso, o Brasil, que foi bronze com as meninas. A China, campeã, já estava classificada via Asiático, e o Japão, vice, ficou com a vaga via Jogos Mundiais.


Vale lembrar que a Seleção Brasileira feminina começou este ano um trabalho com o novo treinador, Alessandro Tosim, que assumiu o cargo no início de dezembro. O grupo está concentrado em São Paulo desde domingo para a primeira Fase de Treinamentos do ano. "Gostaria de ressaltar a felicidade das meninas quando eu dei a notícia. Todas ficaram chorando, vibrando, comemorando. Foi emocionante de ver. E agora mudam as perspectivas do nosso trabalho. O que se estava pensando para cinco, seis anos, passou a ser cinco meses. Temos de trabalhar arduamente. O grupo já está com pensamentos e propostas diferentes e vêm apresentando uma grande evolução. Deixei claro para elas que já tive o privilégio de disputar três Paralimpíadas e ganhar três medalhas. Não vou ficar de fora do pódio desta também", disse Tosim.


O Brasil nunca ganhou uma medalha paralímpica com as mulheres. Já os rapazes defenderão em Paris o inédito título conquistado em Tóquio – o time tem, ainda, um bronze (Rio 2016) e uma prata (Londres 2012), sempre com Tosim no comando.

 

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