Brasil conquista dois bronzes por equipes e encerra Mundial de judô paralímpico com 12 medalhas
Fotografia em plano aberto mostra toda a Delegação Brasileira de Judô Paralímpico reunida em celebração no pódio após a cerimónia de premiação. Atletas femininas e masculinos surgem em várias fileiras vestindo judogis brancos com a bandeira do Brasil e o logótipo da CBDV, exibindo orgulhosamente as suas medalhas com fitas vermelhas, troféus e buquês de flores. A comissão técnica acompanha a equipa com uniformes azuis e trajes formais, e à frente, ao centro, destaca-se a mascote do evento vestida de lobo e deitada no chão com um judogi. Ao fundo, o painel exibe logótipos de patrocinadores e os textos "TBILISI CITY HALL" e "GEORGIAN PUBLIC BROADCASTER". Crédito: Sofia Brito/CBDV.

Brasil conquista dois bronzes por equipes e encerra Mundial de judô paralímpico com 12 medalhas

por Comunicação CBDV — publicado 2026/09/27 14:03:41 GMT-3, Última modificação 2026-09-27T14:03:41-03:00
Equipes masculina e feminina sobem ao pódio em Tbilisi e fecham participação brasileira no principal evento da temporada.

27/09/2026
Tbilisi, Geórgia

A Seleção Brasileira de judô paralímpico encerrou neste domingo (27) sua participação no IBSA Judo World Championship 2026 com mais duas medalhas de bronze por equipes. Em Tbilisi, na Geórgia, os times masculino e feminino garantiram lugar no pódio e contribuíram para que o Brasil fechasse o principal compromisso da temporada com 12 medalhas conquistadas.


Saiba como foram as disputas


A equipe feminina foi a primeira a garantir a medalha. Depois de disputar a semifinal, as brasileiras voltaram ao tatame para enfrentar o Cazaquistão na luta pelo bronze. Dominante do início ao fim, o Brasil venceu quatro dos cinco confrontos por ippon, sem dar chances para as adversárias.


Responsável por fazer a última luta da equipe, Rebeca Silva destacou a importância da disputa coletiva, especialmente para atletas que não conseguiram subir ao pódio nas competições individuais. "Lutar por equipe é sempre um desafio muito grande, porque está todo mundo muito cansado. Eu lembro que meu primeiro Mundial foi em 2018 e eu não subi ao pódio no primeiro dia, acabei ficando em quinto lugar. Depois tive a oportunidade de lutar por equipe e sair com medalha. Então vejo hoje como uma oportunidade para quem lutou no primeiro dia e não conseguiu medalha. É muito importante que a gente dê o máximo no por equipes, lute concentrado e querendo ganhar. Para mim foi uma honra conseguir trazer essa medalha para o Brasil", afirmou.

 

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Fotografia em plano aberto da Seleção Brasileira Feminina de Judô Paralímpico reunida no pódio durante a cerimónia de premiação. As atletas surgem sorridentes vestindo judogis brancos com a bandeira do Brasil e o logótipo da CBDV no peito, exibindo suas medalhas com fitas vermelhas ao pescoço e segurando buquês de flores. À esquerda, membros da comissão técnica acompanham o grupo trajando fatos formais e gravatas. Ao fundo, o painel claro destaca as inscrições "GEORGIAN PUBLIC BROADCASTER", "TBILISI CITY HALL" e marcas de patrocinadores sob iluminação quente. Credito: Sofia Brito/CBDV


No masculino, a caminhada até o bronze foi marcada por emoção até os segundos finais. Diante da França, o Brasil viu os adversários abrirem vantagem ao vencerem os dois primeiros confrontos do duelo. A reação brasileira começou com Arthur Silva, que diminuiu a diferença, e ganhou força com Deyverson Souza, que também venceu sua luta e recolocou a equipe na disputa, empatando em 2x2. Após os demais confrontos, o placar terminou empatado em 3 a 3, levando a decisão para uma luta de desempate. Coube novamente a Deyverson, conhecido como Macaíba, a responsabilidade de representar o Brasil no confronto decisivo.


Com garra e determinação, o judoca garantiu a vitória brasileira e confirmou a medalha de bronze para a equipe masculina. "É uma sensação indescritível para mim. Quero agradecer toda a comissão técnica que me deu essa responsabilidade. Só gratidão mesmo. Me sinto muito feliz e honrado por isso", comemorou.

 

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Fotografia em plano aberto mostra integrantes da Seleção Brasileira Masculina de Judô Paralímpico reunidos no pódio durante a cerimónia de premiação. Os atletas estão dispostos em duas fileiras, vestindo judogis brancos com o escudo do Brasil e o logótipo da CBDV no peito, exibindo suas medalhas com fitas vermelhas e segurando buquês de flores brancas e vermelhas. À esquerda, membros da comissão técnica aparecem trajando fatos formais e gravatas. Ao fundo, lê-se parcialmente a inscrição "TBILISI CITY HALL" e inscrições em georgiano sobre um painel claro com iluminação quente. Crédito: Sofia Brito/CBDV


Os dois bronzes por equipes encerraram a campanha do Brasil em Tbilisi. Ao longo do Mundial, a Seleção brasileira conquistou 12 medalhas, reafirmando sua posição entre as principais potências do judô paralímpico mundial.

 

Confira as medalhas a seguir:

Ouro:

  • Alana Maldonado (J2 -70kg)
  • Arthur Silva (J1 -95kg)
  • Brenda Freitas (J1 -70kg)

Prata:

  • Millena Ribeiro (J1 +70kg)
  • Marcelo Casanova (J2 -95kg)
  • Nubea Lins (J2 -60kg)
  • Danilo David (J1 -81kg)
  • Rosi Andrade (J1 -52kg)

Bronze:

  • Rebeca Silva (J2 +70kg)
  • Felipe Amorim (J2 +95kg)
  • Equipe feminina (Larissa Oliveira, Giovana Garcia, Brenda Freitas, Rebeca Souza, Lucia Araújo)
  • Equipe masculina (Elielton de Oliveira, Arthur Silva, Denis Rosa, Deyverson Silva, Felipe Amorim e Thiego Marques)

 

O Mundial é o principal compromisso internacional da temporada para a Seleção Brasileira e reúne atletas de diferentes países em busca dos títulos mundiais. A competição também faz parte do ciclo de preparação e soma pontos para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.

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