Dobradinha de ouro: Seleção Brasileira de base de goalball brilha em Valledupar
Equipe de goalball do Brasil em pódio de premiação, com agasalhos amarelos e calças azul-marinho. São seis atletas lado a lado, todos usando jaquetas amarelas com zíper, calças azul-escuras com a palavra “BRASIL” em amarelo na perna, e tênis esportivos escuros. Cada atleta usa uma medalha no pescoço, pendurada em fita azul; todas as medalhas parecem do mesmo tipo, indicando que é uma equipe premiada em conjunto. Alguns atletas estão com os braços erguidos, mãos dadas com o colega ao lado, em gesto de comemoração. Outros seguram mascotes de pelúcia amarelos e brancos com os braços levantados, também em sinal de celebração. Os atletas têm tons de pele variados, de pele clara a pele negra. Ao fundo aparecem arquibancadas vazias com cadeiras brancas e verdes intercaladas e uma larga escadaria amarela ao centro. Na parte inferior da imagem há uma estrutura de pódio com painéis nas cores azul, verde e roxo; no painel da frente aparecem logotipos, incluindo “Americas Paralympic Committee” e o símbolo do comitê paralímpico. Crédito: Cris Mattos/CPB

Dobradinha de ouro: Seleção Brasileira de base de goalball brilha em Valledupar

por Comunicação CBDV publicado 2026/07/08 22:20:00 GMT-3, Última modificação 2026-07-08T22:36:56-03:00
Em competição adulta, as equipes feminina e masculina superaram seleções mais experientes e conquistaram as medalhas de ouro dos Jogos Parasul-Americanos nesta quarta.

08/07/2026
São Paulo, SP

 

As Seleções Brasileiras de base de goalball fizeram história nesta quarta-feira (8) ao conquistarem, de forma invicta, as medalhas de ouro dos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar, na Colômbia. Enfrentando seleções adultas durante toda a competição, as equipes feminina e masculina mostraram muito talento e entrega para colocar o Brasil no lugar mais alto do pódio.

A decisão feminina foi marcada por emoção e superação. A partida contra o Peru começou com superioridade do adversário, que abriu 4 a 1 no primeiro tempo. As brasileiras foram para o intervalo em desvantagem, mas voltaram dispostas a mudar a história da partida. Buscaram o empate e levaram a decisão para a prorrogação. No overtime, saiu o gol da vitória e a grande conquista da medalha de ouro, com o placar de 5 a 4.

Emily, atleta da Seleção, comemorou o título e falou sobre o espírito da equipe na final: "Meu sentimento é de gratidão e de muita perseverança. Essa medalha significa toda a temporada que eu fiz. Foi uma temporada mais pesada, mas que trouxe esse resultado muito gratificante. Foi um jogo muito difícil, mas a gente não deixou de acreditar. Sabíamos que íamos conseguir. Foi muita emoção, principalmente por conquistar essa vitória no overtime e por tudo o que a gente queria conquistar juntas. Estou muito feliz pelo ciclo que estou fazendo na Seleção e pelos cinco anos de trabalho muito árduo para chegar aqui, onde eu estou."

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Seis atletas brasileiras de goalball em pé em uma cerimônia de premiação. Todas vestem agasalhos amarelos com calças azul-marinho escrito “BRASIL” na lateral e usam medalhas prateadas no pescoço. Cada uma segura um mascote de pelúcia bege com detalhes coloridos. As atletas estão enfileiradas, de frente, com a mão direita sobre o peito, em posição de respeito, provavelmente durante o hino. há um pódio baixo com painéis roxos, azuis e brancos, com os logotipos “Americas Paralympic Committee” e “Valledupar 2022”. Crédito: Cris Mattos/CPB

Na final masculina, o equilíbrio também marcou o confronto diante da Argentina. O Brasil começou melhor e abriu o placar, mas a Argentina empatou e chegou à virada. Disputando ponto a ponto, a equipe brasileira voltou a assumir a liderança na segunda etapa e confirmou a vitória por 8 a 6, garantindo a segunda medalha de ouro do Brasil no goalball.


Fabinho, líder da equipe, falou sobre a conquista: "A Argentina é a atual sexta melhor do mundo. Fizemos um jogo muito pegado. No primeiro tempo foi muito puxado, tomamos a virada, conseguimos reverter e conquistar a medalha de ouro. Temos um grupo muito forte. Essa medalha significa muito. É a coroação de um grande trabalho. Tivemos pouco tempo de preparação, mas nos entregamos ao máximo".


"É meu último ano na Seleção de base, estou nas minhas últimas competições, e deu tudo certo. Se Deus quiser, agora é subir para a Seleção principal. Estou treinando muito. Os atletas que estão lá são os melhores do mundo, mas um dia quero chegar lá, estar no meio deles e representar o Brasil da melhor forma possível", completou Fabinho.

As duas medalhas de ouro coroam a campanha das Seleções Brasileiras de base em Valledupar. Competindo contra seleções adultas durante toda a competição, os jovens brasileiros demonstraram a força do trabalho de formação desenvolvido pela CBDV (Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais), reforçando a importância do investimento contínuo na base para o fortalecimento do goalball nacional e a renovação do paradesporto.

 

Jogos Parasul-Americanos de Valledupar


Os Jogos Parasul-Americanos de Valledupar serão realizados entre os dias 5 e 15 de julho, na Colômbia, reunindo atletas de 12 países da América do Sul e Central. A competição marca o retorno do principal evento multiesportivo paralímpico da região após mais de uma década e será o primeiro grande compromisso internacional da delegação brasileira desde os Jogos Paralímpicos de Paris 2024.


A primeira edição dos Jogos Parasul-Americanos foi realizada em 2014, em Santiago, no Chile, quando o Brasil conquistou 104 medalhas e terminou na segunda colocação do quadro geral. A segunda edição, prevista para 2018, em Buenos Aires, acabou cancelada por questões financeiras.

 

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