Nota de pesar: Tânia Rodrigues, fundadora da ANDEF
Tânia Rodrigues aparece sorrindo, de óculos, segurando uma tocha branca. Ela tem cabelo preto curto, pele de tom médio e usa brincos pequenos. Veste uma camisa esportiva branca com mangas azuis e detalhes dourados; no peito aparece “Rio 2016” e abaixo “Jogos Paralímpicos”, e no ombro direito está escrito “012”. Ao fundo há um grande mapa em tons de cinza.

Nota de pesar: Tânia Rodrigues, fundadora da ANDEF

por Comunicação CBDV publicado 2026/02/11 16:41:00 GMT-3, Última modificação 2026-02-11T17:15:10-03:00
Morre aos 75 anos a fundadora da Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos e ativista dos direitos da pessoa com deficiência

11/02/2026
São Paulo/SP

 

CBDV (Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais) lamenta profundamente o falecimento de Tânia Rodrigues, fundadora da ANDEF (Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos) e uma importante ativista na defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Aos 75 anos, ela deixa o marido João Batista de Carvalho e Silva, atual presidente do Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos (CBCP), e dois filhos, Gustavo e Camila. 


Neurologista formada pela Universidade Federal Fluminense, ela dedicou sua vida inteira para o movimento paralímpico, tendo atuado como médica na delegação brasileira nos Jogos Paralímpicos de Barcelona 1992, Atlanta 1996 e Sydney 2000.


Na política, Tânia Rodrigues foi vereadora pela cidade de Niterói de 1992 a 1994 e 2012 a 2014 e deputada estadual do Rio de Janeiro, de 1995 a 2003 e 2015 a 2016.  Alguns dos principais marcos de sua atuação parlamentar incluem a luta pela elaboração de normas que ampliaram a acessibilidade em prédios públicos de Niterói e a implementação do Programa de Acessibilidade nas Escolas Públicas do Rio de Janeiro, além da obrigatoriedade do cinto de segurança em veículos no Estado do Rio de Janeiro.

O filho Gustavo Carvalho se despediu da mãe com uma homenagem ao seu legado:


"É muito triste ter que dizer adeus para alguém que a gente ama tanto. Minha mãe foi uma pessoa espetacular que sempre pautou a sua vida por ajudar na melhoria da qualidade de vida de outras pessoas com deficiência.

Para não sofrer preconceitos, em uma época onde a pessoa com deficiência era considerada “incapacitada”, ela simplesmente escolheu ser a melhor no que fazia.

Passou para a Universidade Federal Fluminense para cursar e se formar em medicina. Criou a Andef, em 1981, sendo uma das mais renomadas entidades de pessoas com deficiência do Brasil. Foi vereadora, deputada estadual, secretaria de acessibilidade e fez de Niterói uma das cidades mais acessíveis do Brasil.

Ela se dedicou a vida inteira para construção, evolução e transformação do movimento de luta das pessoas com deficiência, com diversas leis que beneficiam milhões de pessoas. Lei do Cão-Guia, Lei de reserva de vagas para pessoas com deficiência em universidades, Lei da obrigatoriedade do cinto de segurança… foram incontáveis conquistas.

Minha mãe foi também médica das delegações brasileiras nos Jogos Paralímpicos de Barcelona 1992, Atlanta 1996 e Sydney 2000 e se dedicou a cuidar dos nossos atletas paralímpicos.

A gratidão por tudo que ela fez para milhares de pessoas com deficiência é eterna. O amor, a paixão, a fidelidade, a empatia dela moldaram a minha personalidade e de todos ao seu redor."

 

COMUNICAÇÃO CBDV
Brenda Mendes
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