Thalita Ribeiro é a nova treinadora da Seleção Brasileira de Futebol de Cegas
Grupo de jogadoras da Seleção Brasileira na Copa América. Elas estão em roda, com uma mulher de cabelos cacheados, Thalita Ribeiro, e óculos no centro falando com elas. Ela está em destaque no meio da imagem, com expressão séria e concentrada, orientando o grupo. As jogadoras ao redor estão de costas ou de lado, usando uniformes amarelos com detalhes verdes, e cabelos presos em rabo de cavalo. No fundo há um painel azul escuro desfocado. Crédito: Su Zeurgo/CBDV

Thalita Ribeiro é a nova treinadora da Seleção Brasileira de Futebol de Cegas

por Comunicação CBDV — publicado 2026/11/05 16:31:00 GMT-3, Última modificação 2026-11-05T16:50:06-03:00
Técnica assume o comando após saída de David Xavier, no cargo desde 2025

05/11/2026
São Paulo, SP

 

Thalita Ribeiro, de 29 anos, é a nova treinadora da Seleção Brasileira de Futebol de Cegas, a primeira mulher técnica da modalidade. Ela assume o cargo em 2027 após a saída de David Xavier, que esteve à frente da equipe desde sua criação, em 2025. Thalita integrava a comissão técnica de David como auxiliar e, agora, assume um novo desafio.


Thalita é graduada em Educação Física, com especialização em Esporte Adaptado e em Prescrição do Treinamento para Grupos Especiais e Doenças Crônicas. Iniciou sua trajetória no paradesporto em 2014. Antes disso, teve conquistas expressivas no futebol, em nível nacional, e chegou a ser convocada para a Seleção Brasileira de Futebol Feminino Sub-17, em 2013.


"Hoje, estar aqui é motivo de uma felicidade enorme. Quando olho para trás, lembro que, em 2018, ter uma Seleção Brasileira de Futebol de Cegas era apenas um sonho, algo que parecia tão distante. E hoje, poder fazer parte dessa história, primeiro como auxiliar técnica e agora assumir o comando da Seleção, é algo que me emociona e me enche de orgulho", disse ela.


"É uma trajetória construída tijolinho por tijolinho: comecei como voluntária, passei por estagiária, professora, auxiliar técnica e hoje tenho a oportunidade de assumir esse grande desafio como técnica. Estou muito feliz, preparada e confiante. Existe aquele friozinho na barriga e uma ansiedade boa, mas, acima de tudo, muita vontade de trabalhar e construir esse novo ciclo. Sou muito grata pela confiança e por essa oportunidade. Vamos continuar escrevendo esse grande capítulo do futebol de cegas. Vamos pra cima", completou.


Com a chegada de Thalita ao comando da Seleção, a comissão técnica passa a ser composta também por Renan Barros, auxiliar técnico e preparador físico; Bruno Arruda, chamador e preparador de goleiras; Filipe Santana Martins, responsável pelo staff técnico e pela fisiologia; e Valéria Mayaly, fisioterapeuta.

 

David Xavier: primeiro técnico da Seleção Brasileira

 

David Xavier foi o precursor do futebol de cegas na CBDV (Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais). Ele foi o primeiro técnico da equipe, fundada em 2025. No comando, o treinador guiou as jogadoras na primeira participação do Brasil na história da Copa do Mundo, na Índia, ocasião em que o grupo ficou em 4º lugar após perder nos pênaltis.

 

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Um grupo de pessoas em roda, com David no centro falando durante a Copa América de futebol de cegos. Ele está em destaque, com pele morena clara, cabelo curto escuro e usa óculos de armação grossa preta e camiseta azul-marinho. Ele fala de forma expressiva, com a boca entreaberta e uma das mãos erguidas, dando instruções ou orientações ao grupo. Ao redor dele há várias pessoas desfocadas em primeiro plano, atletas, com camisetas em tons de azul, amarelo e verde. O fundo é azul intenso, com formas borradas em amarelo e verde que lembram a bandeira do Brasil. Crédito: Su Zeurgo/CBDV

 

Neste ano, David esteve presente na conquista do vice-campeonato na primeira edição da Copa América, disputada no Brasil. A equipe fez uma grande campanha em solo brasileiro, perdendo para a Argentina na final por 1 a 0. Em pouco tempo de existência, a Seleção apresentou uma evolução significativa, reforçando a importância do trabalho de desenvolvimento do futebol de cegas no país e da ampliação de oportunidades para mulheres com deficiência visual no esporte.

David falou sobre o trabalho realizado: "Eu encerro um ciclo de muito trabalho, dedicação e resultados expressivos. Tenho orgulho da trajetória construída e da minha contribuição. Nem sempre as coisas acontecem como planejamos. E hoje me despeço com a sensação de que ainda havia muito a realizar. Mais do que os resultados, levo pessoas, histórias, amizades e vínculos que estarão comigo para sempre. Às atletas, aos integrantes da comissão e do grupo de trabalho, deixo meu carinho, minha gratidão e minha torcida eternos. Sigo desejando o melhor ao Brasil e àqueles que fizeram parte dessa caminhada. De maneira tão especial, guiadas pelo coração".

 

Helder Maciel, presidente da CBDV, agradeceu ao treinador pelo trabalho realizado e destacou sua importância na construção da Seleção Brasileira de Futebol de Cegas: "Quero agradecer ao professor David pela participação tão importante na história do futebol feminino de cegas no Brasil. Desde a primeira clínica, realizada em São Paulo, ele ajudou a identificar atletas para formar a primeira Seleção Brasileira e esteve à frente da equipe em uma participação inédita na Copa do Mundo. Mesmo com pouco tempo de preparação, tivemos um bom desempenho. Agradeço por todo o trabalho prestado à Confederação".


O presidente também desejou boas-vindas à nova treinadora e destacou o próximo desafio da equipe: "Temos um grande desafio pela frente, com a Copa do Mundo de Futebol de Cegas no Brasil, em outubro do ano que vem, e a expectativa de realizar uma grande competição."

 

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